A segurança do PlayStation 5 voltou a ser discutida em outubro de 2026 após a divulgação de técnicas de exploração do sistema e relatos de novas vulnerabilidades. Os acontecimentos envolvem diferentes camadas de proteção do console, mas não significam que todos os aparelhos possam ser desbloqueados.
O que já foi divulgado
No fim de setembro, pesquisadores tornaram pública uma cadeia de exploração chamada Relapse, voltada a consoles com versões de firmware de 7.00 a 13.60. Segundo a documentação e as reportagens sobre a ferramenta, ela combina falhas no navegador e no kernel do sistema para permitir a execução de código em condições específicas. O método não permanece ativo após reiniciar o aparelho.
Em outubro, outras pesquisas passaram a se concentrar no hypervisor, uma camada de segurança que isola partes sensíveis do funcionamento do PS5. Uma reportagem publicada em 27 de outubro pelo Tom’s Hardware afirma que um pesquisador recebeu US$ 50 mil pelo relato de uma falha à Sony, por meio de seu programa de recompensas.
E as versões mais recentes?
Também circularam alegações de acesso avançado em firmwares 14.00 e 14.10, incluindo referências a um possível exploit chamado Prolapse. Até 27 de outubro, porém, não havia uma demonstração pública independente ou uma ferramenta disponibilizada que comprovasse essas alegações para todos os usuários.
Um projeto público de pesquisa dedicado à versão 14.10 informa expressamente que ainda não demonstrou acesso de leitura e gravação ao kernel nessa versão. Isso é diferente das explorações já documentadas em versões anteriores.
O que isso significa para quem joga?
As notícias tratam principalmente de pesquisa de segurança, desenvolvimento de software não oficial e correções de vulnerabilidades. Uma falha no kernel não equivale, por si só, à possibilidade de executar qualquer jogo ou contornar todas as proteções do PS5. Diferentes mecanismos de proteção precisam ser analisados separadamente.
A Sony continua distribuindo atualizações do sistema. Para jogadores que utilizam normalmente o console e a PlayStation Network, a recomendação geral de segurança é manter o software atualizado.
Em resumo: há pesquisas e explorações documentadas para versões antigas do PS5, além de alegações ainda não verificadas de novas técnicas em firmwares recentes. O GameSemTreta acompanhará eventuais confirmações e comunicados oficiais antes de tratar novas alegações como fatos.